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A arquitetura não só contribui para a construção de uma marca, como impacta diretamente nos resultados das empresas. A rede de lojas de móveis de escritório Work viu seu faturamento dobrar num prazo de um ano na unidade em que investiu na ambientação e redefinição de espaços. " E pensar que durante um bom tempo empilhávamos as cadeiras sobre as mesas", lembra Roberto Eiji Kohigashi, diretor da Work Móveis e filho do fundador Mitsuo Kohigashi. Por isso, acelerou a reforma de suas outras dez lojas paulistanas - são onze no total - para que até dezembro todas tenham a nova cara. "O resultado foi tão exuberante que mudamos a ordem de prioridades. Estamos investindo R$ 2,5 milhões para reconfigurá-las. É a forma mais imediata de incrementar o faturamento." Com o novo conceito definido, a Work pode também partir para o processo de franquias. "No primeiro ano, vamos começar com seis no Estado de São Paulo. Em 2012, entraremos em outras capitais com mais dez unidades." As lojas mais bacanudas traduzem o atual posicionamento da empresa. "É bonita sem ser luxuosa. Quero atender da classe A a C. Não nos pautamos só pelo preço como antigamente." A Work quer pular dos R$ 12 milhões obtidos em 2010 para R$ 20 milhões este ano. E ainda que "ser mais barato" não faça mais parte da cultura da empresa - da década de 70 quando o negócio começou até 97 o diferencial era o preço -, a Work encontrou uma forma de oferecer um mix acessível. Montou uma empresa de importação e traz móveis da China e de outros países asiáticos. "Esses móveis são só 10% das nossa vendas. Poderia ser mais, mas ficar dependente do câmbio atual é muito perigoso." Kohigashi conta, por exemplo, que a poltrona mais cara na China custa US$ 60 na fábrica. Para a indústria brasileira, a mesma peça consumiria R$ 450 só em matéria-prima. O resultado, diz ele, é que seus fornecedores nacionais estão todos recorrendo a produção na China. "Partindo deste contexto, 50% do que os fabricantes brasileiros me vendem são móveis asiáticos." Hoje, 80% dos produtos à venda na Work são para pronta entrega, com três centros de distribuição na cidade de São Paulo. "Além disso, a frota de transporte também é nossa o que agiliza ainda mais o processo de entrega."

Fonte: Silvia Costanti/Valor

 
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