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Interesse de europeus pelo produto brasileiro e profissionalização do setor devem trazer de volta período de grande expansão.

As empresas  fabricantes de móveis corporativos tiveram crescimento surpreendente em 2008, sofreram uma queda brusca no faturamento por conta da crise no ano seguinte, e agora apostam em uma reviravolta. O setor está em "ebulição", na opinião do presidente da recém-criada Associação Brasileira de Mobiliário Corporativo (Abramco), Maurício Pereira.

São vários os motivos para entusiasmo. Um deles é o crescente interesse  dos europeus pelo mercado brasileiro. "É grande o interesse por fazer parcerias com empresários brasileiros", explicou. Contratos envolvendo exclusividade de distribuição e compra de tecnologia para ser incorporada ao produto nacional deverão sair do papel até o segundo semestre de 2011.

Profissionalização

Bastante pulverizado e com forte participação de empresas familiares, o mercado de móveis para empresas carece de estatísticas. E um dos objetivos da nova associação é mensurar o seu tamanho. "O setor passa por um processo de profissionalização, estão surgindo produtos de qualidade e é preciso estar preparado para atender à demanda", disse o dirigente. São exportados móveis para o Mercosul e, de maneira ainda tímida, para a África.

Para este ano, a Bertolini  Móveis prevê aumentar em 40% o seu faturamento. Fundada há mais de 40 anos por descendentes de italianos em Garibaldi, no Rio Grande do Sul, a empresa nasceu fabricando móveis para residências. Na década de 1970 passou a fabricar mobiliário para empresas. "A estratégia é aumentar a participação no mercado com o lançamento de produtos e atuação em novos nichos", afirmou seu diretor-executivo Roberto Bertolini.

Hoje, as vendas para órgãos do governo representam 29% do faturamento da empresa, uma participação que vem aumentando nos últimos anos. As vendas de móveis para empresas privadas respondem por 70% e as exportações ocupam espaço de 1%.  "Nossa atuação na área governamental é crescente e vários investimentos estão sendo feitos para que nossa participação seja mais qualificada e presente” disse o executivo. 

Novo visual 

Também atenta à expansão do mercado, a Work Móveis, que possui uma rede de 11 lojas na capital paulista voltadas ao mobiliário para escritórios de médio porte,  investiu R$ 2,5 milhões para mudar o visual de suas lojas até o final deste ano. Com a nova configuração, a empresa estima um aumento de 50% no faturamento. A formatação já foi concluída nas unidades do Butantã e da Leopoldina.

"A intenção é atrair um público mais requintado", resumiu o diretor Roberto Eiji Kohigashi. O grupo atua na venda de móveis fabricados por empresas das regiões Sul e Centro-Oeste e tem produção própria, sobretudo de estofados. Há um ano, a rede abriu uma empresa para importar poltronas e cadeiras da China.  Hoje, os móveis chineses representam 3% do faturamento da companhia que, até o final do ano, quer se tornar franqueadora. Como se vê, trata-se de um setor nada acomodado.

Fonte: Sílvia Pimentel - 8/3/2011 - 20h10

 
 
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